por Maurício K. Tomedi
O escritor e também jornalista norte-americano, Tom Wolfe (fotos), 78 anos, esteve no Salão de Atos da UFRGS para ilustrar "O Espírito de Nossa Época", tema do Fronteiras do Pensamento - espaço designado à reflexão de assuntos emergentes na sociedade contemporânea.O autor de "A Fogueira das Vaidades" (1984) destacou quatro aspectos-base para desenvolver sua análise acerca da cultura pós-moderna e dos rumos da nossa história:
1°) "A repressão sexual é o que nos faz humanos"
Segundo Wolfe, o controle do exercício da sexualidade é o que nos diferencia dos macacos. No entanto, esse comportamento está, gradualmente, cedendo às transformações provocadas pelos jovens. O escritor explica que, antigamente, os quatro níveis que subdividiam a evolução de um relacionamento eram:

1. O beijo.
2. O beijo francês (com carícias corporais).
3. O sexo oral.
4. A consumação.
Ao estilo irônico, compara o modelo clássico ao processo de hoje, que é quase ao inverso.
1. O beijo das línguas enlaçadas.
2. O sexo oral.
3. O sexo.
4. A apresentação.
2°) Em defesa da estética individualizada
A nova concepção da arte também traduz a sociedade em que vivemos. Irreverente, Tom Wolfe critica as obras que são "produzidas para satisfazer o gosto da aristocracia charmosa", usando como exemplo os autores que se dizem artistas fotografando outras obras.
Para o jornalista nascido no estado da Virgínia, a arte é uma experiência estética individual e, tem a obrigação de oferecer prazer ao consumidor, atendendo ao gosto do público. Suas ideias concordam com o pensamento do filósofo francês Edgar Morin.
3°) Descrético ao livre-arbítrio
Sem comentários:
Enviar um comentário